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As 10 doenças que mais afetam os idosos

Publicado em: 01/06/2022 As 10 doenças que mais afetam os idosos

Avanço da idade interfere no funcionamento do organismo; entanto, um estilo de vida saudável pode prevenir e ajudar a controlar doenças crônicas

A pandemia colocou em pausa alguns cuidados com a saúde. O medo da contaminação pelo novo Coronavírus afastou muitos idosos das clínicas médicas e eles padeceram de outros males neste período, fruto das doenças crônicas e da solidão.

A pesquisa Convid apresenta as condições de saúde dos idosos ao longo da pandemia. A piora nos quadros foi apontada por 21,9% dos entrevistados. O sentimento frequente de solidão em razão do distanciamento foi citado por metade dos depoentes e é mais frequente na população idosa feminina (57,8%) em relação à masculina (41%).

A ansiedade ou nervosismo também foram queixas de foi 1/3 da população idosa que participou do estudo. O levantamento também demonstrou que a hipertensão é a doença crônica com a maior prevalência entre as pessoas idosas (43,8%). Além disso, mais de 58% dos idosos têm pelo menos uma doença crônica de risco para Covid-19.

Outra pesquisa mostra porque é importante investir em cuidados coordenados para melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade da população idosa. Conforme o Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros, 7 em cada 10 idosos sofrem de ao menos uma doença crônica.

A hipertensão está no topo dessa lista, seguida por dores na coluna, artrite, depressão e diabetes. E quem é acostumado nos acompanhar por aqui, já sabe essa lição: praticar exercícios regularmente e adotar uma alimentação saudável são os pilares para alcançar saúde e qualidade de vida.

Confira agora as dez doenças mais comuns e que afetam esse grupo demográfico.


1. Doenças cardiovasculares


Está no topo da lista e representa a maior taxa de mortalidade entre os idosos. As enfermidades envolvem as artérias coronarianas, que comprometem principalmente a região do coração, como infarto e angina do peito. O envelhecimento do próprio corpo é um fator de risco. O avanço da idade provoca endurecimento das artérias, que pode levar ao aumento da pressão.
As doenças cardiovasculares também podem ser fruto do estilo de vida (sedentarismo, obesidade e tabagismo). Maus hábitos podem levar ao acidente vascular cerebral, conhecido como AVC ou derrame, que ocorre devido à falta súbita de sangue no cérebro.

2. Diabetes mellitus


O avanço da idade provoca muitas mudanças no organismo. Com o aumento da gordura e perda de massa muscular, o corpo passa a não responder e processar tão bem a insulina e contribui com o aparecimento da diabetes tipo 2. A doença promove consequências em efeito cascata e afeta os rins, o coração e a visão.

A alimentação é a grande vilã da diabetes, que também pode ser genética. A doença ocorre quando há uma grande concentração de glicose no sangue. A diabetes interfere na produção suficiente ou a absorção saudável de insulina, o hormônio que regula os níveis glicêmicos no sangue.

É incurável, mas a mudança de hábitos - alimentação equilibrada e exercícios físicos - ajudam a manter a qualidade de vida dos pacientes e o agravamento da doença.

3. Catarata


Afeta uma parte do olho, chamada cristalino, que também sofre com os desgastes do tempo. Com o passar dos anos o cristalino fica menos transparente e traz uma sensação de opacidade à visão.
É uma doença que pode ser tratada e o acompanhamento frequente do oftalmologista é essencial para diagnosticá-la. Quando é descoberta em estágio inicial o tratamento é mais fácil.

Não enxergar bem é prejudicial ao idosos porque pode aumentar o risco de quedas e as fraturas são mais um problema recorrente nesta faixa da população.

4. Doença de Alzheimer


Pode ser compreendida como uma espécie de demência, que avança de forma progressiva, global e irreversível de algumas funções cognitivas.

A memória é a mais afetada, mas outros sintomas podem ser indicativos da doença como dificuldade de lidar com a concentração, falta de atenção, dificuldade de articular o pensamento e usar a linguagem.

Todos esses sinais são sutis, por isso o diagnóstico do mal de Alzheimer é difícil e requer atenção dos familiares que convivem com o idoso que são, geralmente, quem percebe o esquecimento - principalmente em relação a acontecimentos recentes.

5. Hipertensão arterial


É a doença mais prevalente entre os idosos e responsável por 80% dos casos de derrame cerebral e 60% dos ataques cardíacos no país. Além disso, causa uma série de complicações: insuficiência cardíaca, doenças coronárias ou mesmo um AVE (acidente vascular encefálico).

Pode não apresentar sintomas significativos, daí a importância de medir a pressão arterial com frequência auxilia na identificação e controle da enfermidade.

A origem pode ser genética, mas também está associada ao estilo de vida. Alimentação desiquilibrada e sedentarismo aumentam as chances de ter pressão alta.

6. Depressão


É um problema recorrente nos idosos e também um transtorno mental de difícil identificação. Médicos que acompanham esses pacientes e familiares precisam estar atentos às queixas para diagnosticá-la. Tristeza sem motivo aparente, falta de prazer em fazer atividades que antes lhes dava satisfação, alterações no sono e no apetite, podem sinalizar que a saúde mental do idoso não vai bem.

O tratamento da depressão inclui, além de acompanhamento do médico de família, psiquiatra e psicólogo, o incentivo a atividades físicas e de lazer, que podem melhorar a socialização e aliviar a sensação de solidão.

7. Osteoporose


Atinge mais as mulheres porque está relacionada à diminuição da massa óssea, que já é menor no sexo feminino. Tem uma diminuição significativa pós-menopausa. As consequências, apesar de não serem aparentes, são um grande problema aos idosos, que são mais suscetíveis às fraturas. As dores prolongadas também são sintomas da osteoporose.

 A densidade óssea também se perde com o tempo. O tratamento engloba suplementação de cálcio e de vitamina D, além de exercícios, fisioterapia e mudança de hábitos — como a eliminação do cigarro e do álcool.

8. Mal de Parkinson


Trata-se de uma degenerativa e progressiva e que afeta as partes cerebrais. A enfermidade altera principalmente os movimentos do corpo, provoca tremor, lentidão, desequilíbrio, falta de reflexo e até rigidez involuntária dos músculos.

É provocada pela redução de dopamina no organismo. A substância comanda os processos químicos relacionados ao desenvolvimento motor. Não exista cura, mas Parkinson pode ser controlado com medicamentos e um bom acompanhamento de fisioterapia para melhorar a qualidade de vida do paciente.

9. Infecção Urinária


A infecção urinária é predominante em mulheres na juventude - até por conta da anatomia do corpo feminino: a uretra é mais curta e mais próxima da vagina e do ânus. Contudo, a partir dos 50 anos, com o crescimento da próstata, os homens também podem sofrer mais com esse problema. Cuidados com a higiene e uso e preservativo durante as relações sexuais podem evitar o incômodo.
A diabetes, sem o controle adequado, pode favorecer o desenvolvimento dessa doença.

A infecção urinária atinge a bexiga e o sistema urinário e se não for tratada por chegar aos rins, causando a pielonefrite. Os sintomas são dor na região lombar, vontade constante de urinar, mal-estar e dor pélvica.

O tratamento envolve, na maioria dos casos, a administração de antibióticos, que devem ser prescritos pelo médico de família ou urologista após avaliação do paciente e exames laboratoriais que identificam a infecção.

10. Infecções Respiratórias


Idosos também são mais propensos a doenças respiratórias que podem evoluir para quadros graves. A maioria das contaminações são causadas por vírus, bactérias, fungos ou mesmo pela inalação de agentes alérgicos.

Os sintomas das infecções são similares, como dor no corpo, febre, dor de garganta, tosse, rouquidão e dificuldade para respirar. Principalmente em idosos, é preciso ficar atento à evolução dos sintomas e procurar ajuda médica.

A prevenção demanda de uma série de cuidados, desde a vacinação contra a gripe e coronavírus e limpeza e a ventilação dos ambientes, principalmente no inverno.


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