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Setembro amarelo: é tempo de falar sobre a depressão

Publicado em: 02/09/2021 Setembro amarelo: é tempo de falar sobre a depressão

O mês de Setembro se veste de amarelo para conscientizar a população brasileira sobre a prevenção ao suicídio – consequência mais grave da depressão. No entanto, essa é uma oportunidade também para falar sobre essa doença, conhecida como “mal do século”.

Nunca se falou tanto sobre psicopatias na mídia, nas redes sociais ou nas rodas de conversa, que migraram para a internet em tempos de isolamento social. É que a Covid-19 mudou comportamentos e também desencadeou uma pandemia oculta: a da saúde mental.

Uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UEFJ) apontou um aumento de 90% nos casos de depressão. Já o número de pessoas com crises de ansiedade e sintomas de estresse agudo praticamente dobrou entre março e abril de 2020.
Outro estudo, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), revelou que, entre maio, junho e julho do ano passado, 80% da população brasileira tornou-se mais ansiosa.

O Coronavírus apenas aumentou o cenário de inseguras e incertezas da população mundial e acelerou a preocupação com a depressão, que já era um tema urgente para a psiquiatria. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030, essa será a doença mais comum em todo o mundo.

A notícia boa é que nem todos que passaram por momentos de montanhas russa emocional irão entrar para as estatísticas de pacientes que sofrem com transtornos mentais. A depressão pode surgir em decorrência da pandemia em indivíduos que já tem uma predisposição a esse transtorno e podem desenvolvê-lo em um momento de crise como essa que estamos vivendo, mas não é uma regra geral, de acordo com a psicóloga Andrieli Viana Milarck (CRP 08-19675), da Unidade de Psicologia do GNDI Sul.

Ela explica que não existe um gatilho único que desencadeia a depressão. “Depende de pessoa para pessoa. Em algumas pode vir sem causa aparente ou pode surgir de uma separação ou de um luto, por exemplo. É importante esclarecer que caracterizamos como doença mental tudo o que nos tira do equilíbrio. Portanto, ter saúde mental é estar em e equilíbrio com você mesmo”, informa a psicóloga.

Quando buscar ajuda

A ansiedade e depressão podem “caminhar” juntas. Sabe- se que uma dose de ansiedade é importante para nos preparar no enfrentamento de problemas futuros, assim como a tristeza é um sentimento normal.

Porém, na depressão, a tristeza é mais profunda e duradoura. Em alguns casos é causada por uma alteração química no cérebro, que leva à queda de neurotransmissores. Já a ansiedade pode se tornar patológica quando os sintomas impossibilitam a pessoa de viver com qualidade em diversas áreas da sua vida.

As pessoas devem procurar ajuda médica quando sentem – ou os familiares percebem – que apresentam alteração nas atividades diárias que realizavam antes sem dificuldades, como dormir, comer e frequentar lugares. “A alteração no humor e as dores físicas sem diagnóstico, entre outros sintomas, também caracterizam a depressão”, diz Andrieli.

Nesses casos, profissionais da psicologia e da psiquiatra são os mais indicados para o tratamento, que vai envolver terapia psicológica e prescrição de medicamentos. Essas duas formas de tratamento podem ser isoladas ou conjugadas, tudo vai depender do estado do paciente.

“Ele terá alta quando conseguir alcançar uma vida em equilíbrio. O autoconhecimento é essencial para termos saúde mental e é algo que adquirimos fazendo terapia. Com essa prática aprendemos a conhecer nossos comportamentos. Na terapia passamos a enxergar como reagimos perante a vida e se a maneira como reagimos é o ideal para termos boa saúde mental”, finaliza Andrieli.

GNDI Sul oferece atendimento psicológico

Na filial Sul do GNDI há um setor exclusivo para atendimento de beneficiários que sentirem a necessidade de orientação especializada para cuidar da saúde mental. Em período de distanciamento social para combater a pandemia, o acesso pode ser feito de casa. O Atendimento Virtual Psicológico é oferecido pela Clínica Rama.
Com uma equipe de 28 psicólogos, a clínica atende o público infantil e adulto, contando também com especialidade de Neuropsicologia, Psicóloga de Libras, Psicopedagogia e profissionais capacitados e especialistas no método ABA (Autismo). O atendimento virtual segue os caminhos da consulta presencial e resultados similares.

Para acessar o serviço, o beneficiário precisa de uma guia ou indicação médica. Com a indicação em mãos, ele entra em contato com a Central Clinipam GNDI e agenda uma consulta de Avaliação na Clínica Rama.

Grupos Online

O GNDI Sul preza pela saúde mental dos beneficiários. Para isso, incluiu as práticas da meditação na linha de cuidados dos pacientes. “Já existem estudos que apontam a indicação do mindfulness, estado de atenção plena, que é eficiente não apenas para tratamentos de estresse, depressão e ansiedade, que são transtornos mentais, mas também para doenças crônicas como diabetes, hipertensão e dor crônica”, explica Taciana Bonete, gerente do CQV.

O grupo “Pílulas de Saúde” é uma das ações do Centro de Qualidade de Vida (CQV), com o objetivo de estimular o pensamento equilibrado e um olhar positivo sobre a vida - mesmo diante das adversidades.

O programa foi testado e aprovado pelos participantes, que já sentiram na pele as mudanças provocadas pela meditação. “É um trabalho que, sem dúvida nenhuma, só faz bem às pessoas que participam, pois transmite paz, segurança e nos ensina a perceber melhor nossos sentimentos e atitudes”, diz Indiamara Benedet da Silveira Pedro.

Outra participante, Camila de Fátima Souza Baumel, avalia a experiência como algo maravilhoso. “Poder fazer essa pausa, com a ajuda de pessoas engajadas a fazer o bem para os outros e reavaliar a forma como vemos o mundo é muito bom”, finaliza.


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