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Outubro Rosa: estilo de vida saudável pode evitar câncer de mama

Publicado em: 04/10/2021 Outubro Rosa: estilo de vida saudável pode evitar câncer de mama

É tempo de Outubro Rosa: movimento popular que mobiliza o mundo inteiro em torno do combate ao câncer de mama. O foco da campanha é conscientizar as mulheres sobre a prevenção e, neste quesito, a mudança do estilo de vida está em destaque.

Entre 80% e 90% dos diagnósticos de tumores mamários não têm causa específica, nem familiar, nem hereditária e, muitos deles, são atribuídos à obesidade, excesso de álcool, tabagismo e sedentarismo. Todos esses fatores aumentam os riscos para várias doenças.

Já falamos aqui no nosso site que apenas 5% das neoplasias têm origem genética e que hábitos saudáveis fazem bem para o corpo e para a mente, prevenindo, inclusive, tumores cancerígenos. Se quiser saber mais sobre esse tema, acesse o link: *colocar o link do post do dia 4 de fevereiro.

Dietas ricas em gorduras, aumento de peso e sedentarismo estão relacionadas à incidência de câncer de mama, principalmente quando a mulher está na pós menopausa. Daí a importância de adotar um estilo de vida saudável. Além disso, mulheres que passaram pelo tratamento de tumores mamários e tiveram ganho de peso de 10 quilos ou mais, aumentam a chance de recidiva.

A reposição hormonal, muito comum entre mulheres acima dos 50 anos, deve ser feita de forma criteriosa e com acompanhamento profissional. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a cada dez mil mulheres que fazem TRH (Terapia de Reposição Hormonal), há oito casos de câncer de mama.

Diagnóstico precoce

Dados do Instituto de Oncologia apontam que 800.000 mil exames não foram realizados em 2020, o que pode significar, aproximadamente, 4.000 casos de câncer de mama não diagnosticados no Brasil. O número é preocupante porque o diagnóstico precoce é uma arma poderosa para a cura de tumores em estágios iniciais. E mesmo num cenário de pandemia, em que as pessoas evitam consultas médicas, alguns cuidados com a saúde não devem ser negligenciados.

Carla Cristina Tosatto, beneficiária do GNDI Sul, descobriu quatro tumores nas mamas após uma investigação que começou com mamografia em 2019. Ela passou por duas cirurgias e continua o tratamento e os cuidados para seguir um estilo de vida saudável, que é imprescindível para prevenir e evitar uma nova manifestação da doença.

Desde pequena, Carla tinha predileção por refeições recheadas de frutas e verduras, era adepta da alimentação saudável e praticava atividades físicas. Ela engrossa as estatísticas de casos de câncer que podem ser considerados uma fatalidade, já que não apresentava fatores de risco, justamente porque sempre se cuidou. Ela é um exemplo clássico de que com a saúde não se brinca e que todas as mulheres devem ficar de olho na medicina preventiva para alcançar a longevidade e a qualidade de vida.

Graças ao diagnóstico precoce a paciente conseguiu remover os nódulos quando estavam bem pequenos, mas como a localização era em quadrantes diferentes das mamas foram necessárias a mastectomia e a reconstrução mamária. O saldo, na opinião de Carla, que perdeu recentemente uma prima que lutava contra o câncer de mama há dez anos, foi positivo.

“Diferente da minha prima, com quem eu tinha uma relação muito próxima, minha história teve um final feliz. A lição de tudo isso é a importância do autocuidado. Quando falamos do nosso bem mais precioso, a saúde, é melhor pecar pelo excesso. Me sinto grata por ter descoberto o câncer num estágio inicial, que aumentou as chances de cura”, comemora Carla.

Mamografia

A mamografia como método de rastreamento é responsável pela redução de 25% a 30% da mortalidade por câncer de mama. Os diagnósticos de tumores em estágios iniciais, o estágio I, que são restritos a mama e de pequeno tamanho, têm acima de 95% de chance de cura quando fazem o tratamento.

As mulheres devem realizar esse exame anualmente a partir dos 40 anos de idade. Apenas em populações de maior risco, como histórico familiar e confirmação genética, a mamografia é realizada a partir dos 30 anos e intercalada com a ressonância magnética da mama.

Autoexame

As mulheres precisam se conscientizar ainda de que, em casos de câncer de mama, elas são protagonistas no cuidado com a própria saúde.

No que diz respeito à prevenção da doença, há a figura do médico, o papel dos exames como a mamografia, e a própria mulher como agente nesse rastreamento por meio do autoexame. Basta colocar as mãos atrás da cabeça, preferencialmente durante o banho, e apalpar mamas e axilas para verificar se não há nenhum nódulo.

Vale lembrar que a rotina de acompanhamento médico deve ser mantida independente disso. O autoexame não substitui os exames preventivos de mamografia e ultrassom mamográfico porque os nódulos detectados pelas próprias pacientes são, geralmente, maiores.


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